Além da atribuição de um prémio de desempenho aos trabalhadores do
Serviço Nacional de Saúde (SNS) envolvidos no combate à covid-19 e de um
dia de férias por cada período de 48 horas de trabalho suplementar, o
Parlamento aprovou, esta quarta-feira, mais três propostas do PSD em
sede de especialidade do Orçamento do Estado Suplementar. Referem-se aos
sócios-gerentes, ao regime especial na atribuição de bolsas de estudo e
à redução dos prazos para acesso ao subsídio de desemprego
Assim, o Parlamento aprovou o alargamento do apoio extraordinário à
redução da atividade económica aos microempresários e empresários em
nome individual (sócios-gerentes). Para o Presidente do PSD, esta medida
era de “elementar justiça” e, perante o veto presidencial, o PSD
incluiu-a nas alterações ao Orçamento Suplementar, permitindo que os
sócios-gerentes tenham os mesmos apoios que tem qualquer trabalhador.
Os deputados votaram ainda favoravelmente à criação de um regime
excecional para o ano letivo 2020/2021 de contabilização do rendimento
do agregado familiar ao processo de atribuição de bolsas de estudo.
Recorde-se que a pandemia agravou as dificuldades dos alunos mais
carenciados e que já dependiam da intervenção da ação social escolar.
Finalmente, em sede de especialidade do Orçamento Suplementar, outra
proposta do PSD que mereceu a concordância dos deputados foi a redução
para metade dos prazos de garantia para acesso ao subsídio de desemprego
e subsídio por cessação de atividade a quem ficou desempregado durante o
estado de emergência e de calamidade. |