O PSD apresentou um requerimento a pedir a audição parlamentar, com caráter de urgência, do recém-nomeado diretor-geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça, e dos presidentes do Conselho Internacional de Museus da Europa e da Associação Portuguesa de Museologia. No requerimento, o Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata solicita a audição do recém-nomeado responsável máximo da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), e dos presidentes do Conselho Internacional de Museus da Europa (ICOM-Europa) e da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), Luís Raposo e João Neto, respetivamente. Em causa estão apreensões manifestadas pelas associações e agentes culturais face à nomeação de Bernardo Alabaça para responsável máximo da DGPC, na passada quinta-feira. "Ainda estou em estado de choque e considero que é algo que jamais imaginaria poder acontecer, por qualquer Governo que fosse. É uma situação inqualificável", disse Luís Raposo, em declarações à Lusa, indo ao encontro das palavras de João Neto: "É um insulto e uma arrogância de que tudo vale para gerir o património". Para o Grupo Parlamentar do PSD, é “de extrema importância esclarecer as razões que motivaram esta forte contestação por parte do setor, apurando o alcance e a gravidade desta incompreensível nomeação do Governo no domínio da defesa e valorização do património cultural”. Bernardo Alabaça, nomeado diretor-geral da DGPC, assumirá funções no próximo dia 24, juntamente com a nova equipa diretiva do organismo, que integra mais três subdiretores: João Carlos Santos, que se mantém no cargo, Fátima Marques Pereira e Rui Santos, segundo um comunicado difundido pelo Ministério da Cultura, no passado dia 13.
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