Afonso Oliveira lamenta “a incapacidade do Governo em ler a realidade e de ser capaz de obter consensos.” No início de 4 dias de debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2020, o Vice-Presidente assinalou que a proposta do Governo recolheu um record de comentários negativos dos parceiros sociais. “Dizem uns: «é um documento de continuidade, pouco ambicioso e poucochinho para a as empresas». Dizem outros: «esta proposta é tímida, insuficiente e sem impacto para as empresas». Dizem outros ainda: «este Orçamento é completamente desequilibrado, contraditório. Um Orçamento miserabilista e pouco ambicioso. “Não é justo e coloca os trabalhadores numa continuidade da austeridade”». Dizem ainda outros Parceiros Sociais: «é uma mão cheia de nada!», «um desapontamento!» e que «o aumento de dinheiro para a saúde não passa de propaganda!»”. Sublinhando que “este é um mau Orçamento para Portugal e para os portugueses”, o parlamentar adiantou que se perde mais uma oportunidade de termos um Orçamento com uma política focada no crescimento, com uma aposta na redução gradual da carga fiscal, com mais investimento público e melhores serviços públicos para todos os cidadãos. “Já o dissemos e reafirmamos, que o PSD não escolhe um mau Orçamento para os portugueses. Escolhemos minimizar as más opções do Governo e os efeitos negativos deste Orçamento, com um único objetivo: melhorar a vida dos portugueses. As 66 alterações ao Orçamento apresentadas pelo PSD, representam um forte sentido de responsabilidade e como sempre dissemos garantem a sustentabilidade das contas públicas, não pondo em causa a previsão de excedente orçamental.” Da parte do PSD, frisa Afonso Oliveira, “os portugueses podem contar com um forte sentido de responsabilidade e disponibilidade para decidir em função do mérito das propostas. Esperamos sinceramente que esta fase da especialidade, coloque o debate num nível elevado, em que os interesses dos portugueses estejam no centro e sempre em primeiro lugar.”
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