Alberto Machado refere que o Orçamento do Estado para 2020 determina que o Governo substitua gradualmente o recurso a empresas de trabalho temporário e de subcontratação de profissionais de saúde pela contratação, em regime de trabalho subordinado, dos profissionais necessários ao funcionamento dos serviços de saúde. De acordo com o deputado, esta é uma promessa que os governos socialistas já fizeram na Lei do Orçamento do Estado nos últimos orçamentos e não cumpriram. Pior, adianta o parlamentar, “aumentaram até inclusivamente os encargos do SNS com as prestações de serviços médicos em mais de 30%, de cerca de 80 milhões de euros, em 2015, para mais de 105 milhões de euros, em 2018. E quem o reconhece é a própria Senhora Ministra da Saúde, quando confessou que «o cancro que está a percorrer o SNS é a prestação de serviços»”. Depois de questionar à Ministra da Saúde se o Governo vai mesmo reduzir as prestações de serviços, Alberto Machado questionou a governante sobre o trabalho suplementar no SNS, cuja despesa, segundo os últimos Relatórios, aumentou de 180 milhões de euros para 263 milhões de euros, um agravamento de 46% em apenas três anos. “Como resultado desta gestão governamental, temos um claro excesso de profissionais de saúde subcontratados. Temos os profissionais de saúde a trabalhar na exaustão e a agravante de estarmos a assistir a um sem-número de declarações de escusa de responsabilidade, face à degradação sem precedentes que este governo infligiu ao SNS por via das cativações”, denunciou o social-democrata.
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