Carlos Silva enfatizou, esta quarta-feira, que o “PSD é favorável à redução dos preços dos passes sociais. Achamos que é uma boa medida para o combate às alterações climáticas, e uma boa medida para a mobilidade dos cidadãos”. Contudo, adianta o deputado, para uma boa política ser implementada, têm de ser assegurados 2 pressupostos: primeiro, o acesso ser universal para todos os Portugueses, achamos inaceitável que existam regiões que não tenham acesso a este benefício; por outro lado a oferta de transportes tem que ser em quantidade suficiente para fazer face à procura. Nem um nem outro pressuposto, estão reunidos, pelo contrário. O Governo socialista, com a redução tarifária dos passes, trouxe um alívio para a carteira de alguns portugueses, mas trouxe muito mais chatices para quem precisa de no dia a dia verdadeiramente usar os transportes públicos, porque não tem outra alternativa de mobilidade”. Refere o social-democrata que nas horas de ponta é impensável andar de transportes públicos. “Há quem espere 1 hora e mais para apanhar um comboio, passa-se isto hoje em dia na linha de Sintra, uma vergonha em completa rutura. Entre autocarros, metro, comboios e barcos que não passam, tempos de espera intermináveis, sobrelotação, filas gigantescas e transportes em condições precárias de higiene e conforto. Os portugueses esperam em média por mês cerca de 20 horas por transportes públicos, quase 1 dia à espera de transportes”. A terminar, Carlos Silva questionou ao deputado do PEV que levou o tema a debate se não considera que um Governo sério e pouco eleitoralista deveria ter invertido as prioridades, primeiro melhorava as infraestruturas e os equipamentos e só depois dava a regalia.
|