Carla Borges considera que o debate temático sobre o “apoio às artes” é uma discussão “que se impõe”, por isso não pode transformar-se numa manobra de diversão dos partidos com assento à esquerda, subjugados à propaganda política daquele que foi, e que agora quer fazer querer aos portugueses de que já não é, o Governo da geringonça. Segundo a deputada, foi esse Governo que aprovou o modelo de apoio de às artes que agora se discute, introduzindo à pressa e levianamente novos critérios de avaliação, sem qualquer ponderação. “Critérios ineficazes e que fizeram cair por terra a propaganda do governo aos grandes apoios financeiros à cultura. Basta de abanar bandeiras de um maior pacote financeiro, quando existem associações a serem penalizadas. Este modelo é uma falácia, é um fracasso”. Para comprovar o fracasso deste governo, a deputada recorreu ao exemplo da ACERT-Associação Cultural e Recreativa de Tondela. Recordando as iniciativas desta Associação, a parlamentar lembrou que a ACERT teve uma redução do valor do apoio financeiro. “E pergunto eu, qual o motivo? É por ser do interior? É por ter projetos culturais intergeracionais com um forte pendor de sentido de serviço público?” Em sentido contrário, adiantou a social-democrata, para “o PSD é tempo de assumir compromissos sérios, é tempo de se reconhecer o trabalho das associações culturais localizadas no interior do país, e do importante papel no desenvolvimento dos territórios de baixa densidade”. A terminar, Carla Borges questionou à Ministra da Cultura se o governo vai fazer uma revisão do modelo de apoio às artes, se essa revisão vai introduzir critérios de descriminação positiva para os projetos do interior.
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