“A transformação digital e as tecnologias digitais assumem particular importância e oportunidade para a economia de qualquer país. O processo de transformação digital tem de ser gerido pelo governo, de forma transversal à sociedade e de forma a garantir ama correta implementação, sem discriminar regiões, empresas ou cidadãos. A designação «transição digital» tem de constituir uma aposta inequívoca e integrada que traga desenvolvimento ao país e permita retomar o caminho da convergência com os nossos parceiros europeus e construir um país mais equilibrado”. Estas foram as palavras iniciais de Isabel Lopes, em nome do PSD, no Debate Temático sobre Transição Digital. E seguida, a parlamentar frisou que “não bastam palavras bonitas” e lamentou que os intervenientes no debate pouco se tenham referido à forma como a transformação digital pode reduzir as assimetrias do território. “Não será esta uma oportunidade de excelência para passar da teoria à prática? Como transmontana tenho de questionar o PS e aqueles que na anterior legislatura o apoiaram vigorosamente, o que pensam desta desigualdade e da injustiça contra as populações do interior do país? Em muitas localidades do meu distrito pouco interessam as quase 40 páginas do programa do Governo dedicadas à sociedade digital. Interessam sim, melhores comunicações móveis e digitais para todos os cidadãos, onde quer que vivam”. A terminar, Isabel Lopes vincou a ideia de que a transição digital “é uma oportunidade que tem de ser aproveitada para servir o País e as suas populações e para reduzir as desigualdades que continuam a ser muitas. Ela tem de contribuir para estimular a criatividade, para criar empregos, para gerar riqueza, para tornar Portugal não só mais moderno, mas acima de tudo mais coeso, mais solidário e mais competitivo.”
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