Paulo Rios de Oliveira confrontou o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital com os dados e as afirmações do executivo em relação ao crescimento económico. No debate do Programa do Governo, o social-democrata referiu que “quando o governo, orgulhoso, afirma que Portugal cresce mais do que a média europeia, está a induzir nos portugueses a ideia de que Portugal é o campeão do crescimento. E nós sabemos que não é verdade, Portugal cresce mais que a média porque cresce mais que os grandes países, mas quando nós nos comparamos com os países do «nosso campeonato», o nosso crescimento é mínimo, é miserável”. O parlamentar enfatizou que Portugal tinha e tem de crescer mais. “Este crescimento não é suficiente e nós não podemos continuar a dizer aos portugueses que Portugal cresce mais que a média europeia, induzindo esta mentira montada em cima de uma verdade. Mas pior é que ao afirmar este facto induzimos outra conclusão: que este resultado é eficiente, deve orgulhar-nos e que nós não queremos melhor. Isto é mais perigoso”. De seguida, Paulo Rios de Oliveira enfatizou que “o PSD tem outro caminho. Também achamos que o país tem de crescer e deve fazê-lo baseado em dois princípios: fiscal e de investimento e exportações. E quando se fala da baixa de impostos, o governo tem o cuidado de dizer no seu Programa que a baixa de impostos é baixa de impostos diretos. Ao dizer esta verdade está a esconder outra: o aumento dos impostos indiretos. Os portugueses, mais cedo do que tarde, perceberão que lhe estão a dar num bolso e estão a tirar no outro”. Adianta o social-democrata que “o PSD defende uma efetiva descida de impostos e também defende e uma efetiva aposta no investimento. E para isso o Estado tem de ser indutor e exemplo de investimento, nomeadamente de investimento público”. Dirigindo-se ao governante, o parlamentar recordou que o investimento público nos últimos 4 anos foi sem qualificação. “O vosso passado não vos recomenda. Mas, mais do que isso, quando o Estado quer ser exemplo deve passar por pagar aos agentes económicos com quem se relaciona e não acumular dívidas para com eles”. A terminar, Paulo Rios de Oliveira afirmou recear que com um Programa do Governo tão genérico “seja difícil de fiscalizar a ação do governo até que seja tarde de mais. Mas há uma certeza que começamos a ter: o segundo vinho vai ser pior que o primeiro”, rematou.
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