Ângela Guerra deu voz, esta terça-feira, às preocupações do Movimento de Apoio à Saúde Materno Infantil do Distrito da Guarda, que entregou no Parlamento uma Petição em defesa de mais e melhor Saúde para o Distrito da Guarda. Destacando o empenho deste movimento, a deputada eleita pela Região enfatizou que foi “o imperativo de muitas consciências e um absoluto sentimento de necessidade de defesa do que é nosso que nos juntou, para mostrar que a saúde do Distrito da Guarda também precisa de ser olhada com outros olhos”. De acordo com a deputada, a saúde materno-infantil e em concreto as instalações do Hospital Sousa Martins “precisam de apoio e precisam de obras. Temos profissionais de excelência, temos uma equipa de gente jovem e motivada para trabalhar, que verdadeiramente vestiu a camisola por aquele departamento, mas falta o básico: faltam condições dignas para as mães e crianças que escolhem nascer naquele hospital. O conceito de um espaço com dignidade dedicado a este setor é a melhor forma de promover a saúde e bem-estar das mulheres, mães, crianças e adolescentes que recorrem àquele serviço. O que mais de 20 mil cidadãos pedem e exigem é o início e a concretização das famosas obras do pavilhão 5”. Depois de destacar a importância destas obras para a qualidade dos serviços de saúde na Região, a social-democrata vincou que o cenário de colapso mobilizou toda a sociedade civil de todo distrito. De seguida, Ângela Guerra frisou que se até no tempo da troika o governo do PSD investiu naquele hospital, “agora também tem de haver. O Distrito da Guarda não só reivindica como o exige. Enquanto se grita que a austeridade acabou, há gente que espera mais de 4 anos por uma cirurgia no meu Distrito. Enquanto se festeja o fim da austeridade, há doentes oncológicos a quem falta material para as cirurgias. Enquanto se vangloria na Europa o Dr. Centeno, há bombeiros a quem a ULS da Guarda não consegue dar resposta na sequência de um acidente rodoviário. Enquanto sorri o Dr. Ceteno e o Dr. António Costa, felizes com o seu défice histórico, há corporações de bombeiros à espera de 35 milhões de euros pelos transportes de doentes. Mas falta muito mais”. A terminar, Ângela Guerra deixou vincado a todo o parlamento que “já basta!”
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