Carlos Silva sublinha que as alterações climáticas são hoje uma realidade, cada vez mais sentida no dia a dia. Na interpelação ao governo sobre “Combate às Alterações Climáticas: a importância do setor dos Transportes”, o parlamentar enfatizou que o setor dos transportes é uma das maiores fontes de emissão de Gases com efeito de estufa, qualquer coisa como 25% do total de emissões nacionais, exercendo forte pressão sobre o ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos. Tendo em conta esta realidade, adianta o deputado, a descarbonização da mobilidade passou a estar na agenda. Contudo, lamenta Carlos Silva, a mobilidade e transportes em Portugal não segue essa agenda, apesar da muita propaganda que o Governo faz. “Assiste-se hoje em dia ao degradar contante do serviço publico de transporte de passageiros, conduzido nalguns casos até à indigência. De comboios a caírem aos bocados Elétricos da CARRIS a descarrilar. Utentes a sentirem-se mal e a passarem maus bocados por falta de ar condicionado, em serviço que pretensamente seriam de excelência. Presidentes das empresas de transporte a queixarem-se do excesso de cativações e da falta de investimento, de resto estes indicadores superam negativamente os tempos da crise. Presidente da empresa do transporte fluvial a apelar aos utentes para que não venham em hora de ponta. Que resposta dá o Governo aos Portugueses? Cria uma espécie de transporte público low cost, suprimindo lugares sentados, para os utentes serem transportados como sardinha em lata”. Enfatizando que compete ao governo acabar com este caos e não andar com pedidos desculpa, Carlos Silva anunciou que o PSD vai apresentar brevemente ao país um plano emergência para este setor, que passa por: “no curto prazo, um plano de manutenções, do material circulante abandonado em estaleiros que dentro em breve poderão apenas constituir ferro velho, 50% da frota da CP está obsoleta, de acordo com o relatório de contas”.
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