Pedro Alves apresentou o Projeto de Resolução do PSD que defende a construção de ligação rodoviária em perfil de autoestrada entre Viseu e Coimbra, garantindo uma solução não portajada. No inicio da sua intervenção o social-democrata começou por lamentar termos chegado ao final de mais uma legislatura de um governo socialista, com uma maioria parlamentar de esquerda, com o IP3 na mesma. “Está na mesma, não. Está pior. Não houve qualquer tipo de intervenção relevante, ao longo destes 4 anos. Apesar de toda a propaganda do anterior ministro Pedro Marques, o IP3 continua a ser um troço rodoviário com níveis significativos de tráfego, más condições de segurança e elevada sinistralidade. Foram 4 anos de mentiras e esquecimento”. No entender do deputado, se nada foi feito nestes 4 anos, às más opções políticas do governo se deve. “Por um lado, às cativações e a ausência de investimento público, por outro, ao preconceito ideológico da esquerda que, sem qualquer justificação técnica, cancelou a Via dos Duques, por se tratar de uma concessão participativa, em que o investimento era exclusivamente privado, sem custos para os contribuintes, garantido o atual IP3 como alternativa não portajada. Tal como José Sócrates, em 2005, cancelou o concurso público em curso para a construção da autoestrada Viseu-Coimbra e a conclusão do IC12, entre Canas de Senhorim e Mangualde, para os incluir numa PPP, também António Costa e os seus Camaradas da Geringonça, celebraram, em 2015, um acordo que foi vertido em programa de governo que, por objeções ideológicas, impediu a construção da via dos duques. Um acordo que apenas serviu os interesses pessoais e políticos dos partidos e dos seus representantes aqui sentados à nossa esquerda e que prejudicou toda uma região do interior do país. Nunca é demais relembrar que, se projeto não tivesse sido abandonado, as obras teriam iniciado em meados de 2017”. Pedro Alves lamentou de seguida que durante esta legislatura, apesar da insistência dos deputados do PSD, nada foi feito e não há qualquer garantia ou compromisso de que venha a ser concretizado. “Não há estudo prévio. Não se conhece o caderno de encargos. Não há calendário de execução, nem existe vontade política para o fazer. Se houvesse o investimento estaria previsto, pelo menos, no PNI 2030. Alguém se acredita que uma obra como a duplicação do IP3 não faça parte das prioridades de investimento estruturante no PNI2030? Alguém se acredita que a requalificação é para avançar e nunca se inscreveu qualquer verba especifica nos OE, aprovados pela esquerda, quando nunca faltou para as estações do metro em lisboa?” A terminar, Pedro Alves enfatizou que “não podemos ficar no impasse em que nada se faz nem avança”. “Com esta iniciativa, o PSD pretende recomendar ao Governo que execute todos os procedimentos com vista à efetiva e urgente implementação da ligação rodoviária Viseu-Coimbra, em perfil de autoestrada, garantindo a existência de uma solução não portajada. Decretado o fim da austeridade pelo Governo, é tempo de clarificar e agir. É tempo de falar verdade e assumir compromissos firmes, naquela que é a maior e mais urgente prioridade nacional em investimento rodoviário. A região merece, as pessoas precisam e o país não pode esperar mais”, concluiu o parlamentar.
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