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“Pedro Marques passava os dias a anunciar comboios fantasmas e a repetir anúncios”
De acordo com Carlos Silva tudo acabou “num verão catastrófico, com comboios a caírem aos bocados e a serem suprimidos”.
No debate agendado pelo BE sobre o Plano Ferroviário Nacional, Carlos Silva classificou a proposta bloquista como “um cardápio para a realização de obras sem a respetiva sustentabilidade, um conjunto de promessas e anúncios em tempo eleitoral”. Para o parlamentar, esta “desorientação estratégica” não surpreende, na medida em que os bloquistas “são useiros e vezeiros em tentarem enganar os Portugueses. Uns dias demarcam-se do governo, defendendo mais investimento público em ferrovia, logo no dia seguinte apoiam o governo e votam os principais documentos estratégicos que retiram a possibilidade de se investir na ferrovia, apoiando cativações como nunca antes vistas. Num dia apoiam os utentes que vêm constantemente suprimidos transportes públicos e no dia seguinte votam disciplinadamente a favor do Orçamento de Estado que estabelece recorde máximos de cortes no investimento publico”.
Focando-se nas verdadeiras razões pelo qual chegámos a esta situação de caos na ferrovia, Carlos Silva recordou que as empresas públicas de transportes garantiam em 2015 melhor serviço público que hoje em dia. “O atual Governo com o apoio do BE e do PCP, que encontrou em 2016 um quadro de finanças publicas sustentáveis, é responsável por uma atuação desastrosa que levou à paralisia da mobilidade ferroviária. É chegada pois a hora de os portugueses pedirem contas ao Governo e aos Partidos que o apoiaram quanto à sua inação”.
A este propósito, o social-democrata sublinhou a responsabilidade do ex-Ministro Pedro Marques. “Em 2017, a anterior administração da CP apresentou ao Ministro Pedro Marques um plano para a aquisição de comboios. O que fez a este plano de 2017 o Governo? Nada, ficou na gaveta. Em 2018, ano de cativações máximas e recordes históricos de desinvestimento publico, chegaram ao cúmulo de o investimento de dois anos consecutivos ser inferior ao investimento publico de 2015, último ano do Governo de Passos Coelho. Notável para um Governo que dizia que a austeridade tinha acabado e que ia apostar no investimento público. O Ministro Pedro Marques agora a caminho da Europa passava os seus dias a anunciar comboios fantasmas a repetir anúncios de obras, sempre as mesmas, algumas mesmo sem estarem em estudo prévio. Tudo acabou num verão catastrófico com comboios a caírem aos bocados, sem manutenção, e os comboios a serem suprimidos mais do que alguma vez tinha acontecido”.
A terminar, Carlos Silva anunciou que o PSD irá propor um Programa de Investimentos que proceda de forma prioritária: “à modernização das linhas regionais, como forma de reforço da coesão territorial, promovendo o desenvolvimento social, económico e ambiental sustentável. Promoverá ainda a integração da nossa rede ferroviária nacional nas redes transeuropeias de transportes, em modo interoperável”.
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