Cristóvão Norte manifestou, esta quinta-feira, a sua admiração por ver o PS, que é o “esteiro de um governo que aumentou 34 impostos”, que bateu todos os recordes de carga fiscal e colocou os portugueses a entregar uma parcela sem precedentes do seu rendimento ao Estado, a não sucumbir, uma vez mais, “à voraz e irresistível tentação de associar-se a uma iniciativa inútil e ineficaz do BE na esperança de que alguma receita se viesse a traduzir”. No debate do Projeto de Lei do Bloco que visa criar o imposto sobre determinados serviços digitais, ao ver o PS considerar de forma categórica que se trata de um imposto inútil, ineficaz e que a receita era zero, Cristóvão Norte viu o mistério desvendado: “o PS é contra porque a receita seria zero”. De seguida, o deputado afirmou que não deixa de ser extraordinário que o PS seja contra este imposto em Portugal, ao mesmo tempo que, na Europa, apoia a agenda do Comissário Moscovici, que visa substituir a regra da unanimidade pela regra da maioria e, dessa forma, diminui Portugal e fere a soberania fiscal deste parlamento. Assim, explica o social-democrata, se a proposta que o BE aqui apresenta fosse aprovada no Conselho Europeu contra o voto de Portugal, por uma maioria de países, a posição do PS e do governo português seria irrelevante. “Nós somos contra essa tese, não a subscrevemos. Queremos a nossa autonomia fiscal”, sentenciou o parlamentar.
|