No debate sobre a regulamentação do trabalho em Call Center, agendado pelo PS, Álvaro Batista sublinhou que este é mais um debate motivado pela consciência pesada do PS e da esquerda radical. Consciência pesada das esquerdas porque, tendo prometido reduzir a precariedade laboral, fizeram precisamente o contrário. Hoje há em Portugal quase 900.000 trabalhadores precários, mais 73.000 do que em 2011, quando a Troica chegou ao nosso país. Com o governo das esquerdas 1 em cada 4 trabalhadores portugueses são precários. Consciência pesada porque há hoje nos call center mais de 80.000 trabalhadores, quase todos precários, que se queixam de condições de trabalho insalubres, queixam-se de falta de fiscalização, queixam-se que o atual governo não fez nada por eles. Queixam-se trabalhadores e sindicatos da falta de ergonomia, de assédio moral, de instalações insalubres, de problemas respiratórios, de dificuldades auditivas, de elevados índices de depressão, de problemas na visão e nas cordas vocais”. De seguida, o social-democrata acusou o PS e a esquerda-radical de procurarem enganar os trabalhadores. “Enganá-los com promessas de estudos e conselhos ao ministério do trabalho. Não sendo os problemas de agora, o governo teve o tempo todo desde o início da legislatura, para estudar os problemas destes trabalhadores. Se não o fizeram, foi porque não quiseram”, sustenta o deputado. Dirigindo-se às bancadas da esquerda, Álvaro Batista desafiou os deputados a explicarem a estes trabalhadores porque é que só agora é que se lembraram deles. “Expliquem-lhes, já agora, porque é que governando há quase 4 anos, ainda não fizeram nada por estes 80.000 trabalhadores e agora preferem fazer teatros em vez de resolverem os problemas destas pessoas. Hoje já toda a gente sabe que os projetos de resolução não servem para nada se o governo não os quiser cumprir. Toda a gente sabe que quando as esquerdas não sabem ou não querem resolver os problemas, prometem estudá-los”. A terminar, Álvaro Batista afirmou que estes trabalhadores merecem melhor.
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