O Parlamento realizou, esta quinta-feira, um debate sobre o “combate à desinformação - em defesa da Democracia”. Em nome do PSD, Carlos Abreu Amorim começou por sublinhar a importância deste tema, adiantando, contudo, que as Fake News não nasceram hoje na política portuguesa, como bem sabe o PS. A este propósito, o parlamentar afirmou que “esperava que o PS aproveitasse este debate para fazer um apropriado ato de contrição. Ou, em alternativa, pelo menos, uma catarse no sentido que lhe era dado na Grécia Antiga, quando Aristóteles dizia que «a catarse é a purificação das almas através de uma descarga emocional provocada por um trauma»”. Contudo, lamenta o social-democrata, nada disso vai acontecer neste debate. “Infelizmente, o PS não reconhece os benefícios da purificação e em lugar do ato de contrição ou da catarse, o PS parece ter optado por uma verdadeira cataplana parlamentar, ainda por cima sem o encanto de uma Cristina, e em que tudo é amalgamado, confundido e, sobretudo, muito bem cozido para que ninguém se lembre das origens do cozinheiro e dos seus ajudantes”. De seguida, Carlos Abreu Amorim sublinhou que existem questões prévias a serem respondidas se quisermos que o debate seja sério e para levar a sério. “A revista Sábado, através de documentos obtidos na investigação da Operação Marquês, imputa ao ex-primeiro-ministro socialista Sócrates a existência de um blogue, o Câmara Corporativa, pago pelo «amigo» Santos Silva, que, entre outras atividades pouco recomendáveis, fazia a difusão de Fake News. E diz também a revista que membros do governo de então e, também do atual, colaboravam nessa autêntica agência de Fake News. Designadamente, o então Secretário de Estado de Sócrates, Pedro Marques, depois ministro de António Costa e agora candidato a deputado europeu e, quiçá, a Comissário”. Face a este histórico, Carlos Abreu Amorim disse à bancada socialista que se pretendem ser sérios e levados a sério têm de dizer aos portugueses se essa notícia é verdadeira. “Está o PS disposto a assumir esse seu passado reprovável e a mostrar o competente arrependimento público”, questionou o parlamentar.
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