Os deputados José Cesário, Carlos Gonçalves e Carlos Páscoa apresentaram na Assembleia da República, esta quarta-feira, uma pergunta ao Governo sobre a integração dos professores do Ensino Português no Estrangeiro nos concursos do ensino básico e secundário. Na base da questão dos sociais-democratas, adiantam, está a informação recebida através do Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas, segundo a qual o Governo, através dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Educação, terá decidido manter os professores da rede do Ensino Português no Estrangeiro na 3ª opção dos concursos nacionais do ensino básico e secundário. “Porém, o ofício em que é comunicada tal decisão refere expressamente a hipótese da inclusão destes professores na 2ª opção de tais concursos futuramente, a partir de 2020, o que configura uma promessa pré-eleitoral puramente demagógica. De facto, não se compreende que tal possibilidade se possa concretizar em 2020 e não já, como pretendem os professores em causa”, referem os parlamentares. Importa referir que esta decisão é muito importante para a estabilidade profissional destes docentes, num momento em que este setor de ensino se encontra cada vez mais diversificado e credibilizado depois das medidas tomadas há alguns anos. Assim, os deputados querem que os Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Educação informem reais razões que impossibilitam a integração dos professores do Ensino Português no Estrangeiro na 2ª prioridade dos Concursos do Ensino Básico e Secundário.
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