Carla Barros considera que o agendamento pelo PCP de um debate sobre o Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP) “não passa de um refinado tacticismo político-partidário, uma encenação”. De acordo com a deputada, os comunistas apresentam-se neste debate com uma dupla representação: por um lado o PCP tem de intimidar e acusar um governo fraco e incumpridor para com os trabalhadores, por outro tem de orgulhar-se do quanto é ótimo e maravilhoso fazer parte desta solução de governo. “É muito, mas muito vazio de nobreza e dignidade político-partidária, o papel que os senhores assumem neste debate. Por isso, as falhas, os atrasos, a confusão, as promessas não cumpridas, os senhores deputados do PS, do PCP e do BE, terão que as assumir em conjunto”. De seguida, a parlamentar recordou que o Grupo Parlamentar do PSD recebe todos os dias apelos e exposições dos trabalhadores com vínculo precário, que se sentem injustiçados por este governo. Nesse sentido, adianta, cabe ao PSD assumir o seu papel ativo na fiscalização da atividade do governo. “Vale a pena repetir que não acompanhamos esta metodologia criada no Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários da Administração Pública. Mas defendemos a urgente necessidade neste combate à precariedade. O PSD é diferente. Queremos empresas fortes, empresas que se multiplicam na criação de postos de trabalho, que criam emprego, que criam clima económico, mas também queremos e exigimos que os trabalhadores sejam respeitados. Hoje, o PS, não sabe o que quer para as empresas, nem sabe o que quer para os trabalhadores. Sabe tão somente que o importante é a boa disposição com o PCP e com o Bloco de Esquerda”. Carla Barros lamentou ainda que com estes partidos os portugueses e o país nunca estejam em primeiro e que o PS não saiba o que quer para os serviços públicos. “Sabe tão somente esvaziar os recursos dos serviços públicos, fazer-lhes cativações, destruir os serviços, dificultando o acesso dos cidadãos à saúde, à educação, à justiça, aos transportes e enganar os funcionários públicos com promessas que nunca serão cumpridas”. Depois de recordar que estamos a 24 dias do fim de 2018, data que em que se devia dar por terminada a integração de milhares de trabalhadores com vínculo precário no Estado, a social-democrata enfatizou que hoje se pode dizer claramente e sem margem para dúvidas: “o PS, o PCP e o BE falharam e faltaram à verdade a estes trabalhadores e às suas famílias que acreditaram que isto seria possível. Assumam que a metodologia falhou e o compromisso não foi honrado, só faltam 24 dias para o final deste calendário. A falta de rigor e de transparência e de cumprimento de prazos são manchas bastante negras que jamais se apagarão neste processo”. A terminar, Carla Barros recorreu a uma frase que tinha utilizado dias antes em outra intervenção: “não há memória na história do país, de um governo que tanto tenha prometido aos trabalhadores e tão pouco tenha feito por eles.”
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