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“Só com rendimentos dignos é que conseguimos combater as desigualdades sociais, a pobreza e a exclusão social”
Clara Marques Mendes frisou que o PSD é a favor da atualização do salário mínimo nacional.
No encerramento do debate sobre o aumento do salário mínimo nacional, Clara Marques Mendes começou por se referir a um dos grandes desafios do nosso país: as condições de vida e rendimento das famílias. De acordo com a deputada, garantir condições de vida dignas para todos passa, desde logo, por garantir aos portugueses rendimentos adequados aos trabalhos desempenhados. “Só assim, com rendimentos dignos é que conseguimos garantir uma vida digna, uma vida de qualidade. Só assim, com rendimentos dignos é que conseguimos combater as desigualdades sociais, a pobreza e a exclusão social”.
Referindo que neste contexto assume especial relevância o salário mínimo nacional, a parlamentar enfatizou que o PSD é a favor da atualização do salário mínimo nacional, desde logo por duas razões: de coerência e de justiça. “De coerência, pois foi o Governo PSD/CDS que subiu o salário mínimo nacional após a saída da troika. Por razões de justiça porque, ainda hoje, apesar das atualizações que foram feitas, reconhecemos que o salário mínimo nacional é ainda um rendimento baixo”.
De seguida, Clara Marques Mendes destacou que esta é uma matéria que está entrosada com a encomia do nosso país. “O que garante rendimentos às famílias é o crescimento económico. Sem uma economia saudável não há emprego. Sem emprego não há rendimentos. Sem emprego de qualidade não há melhores rendimentos. Por isso, o Governo tem a obrigação de fazer mais e melhor. É verdade que a economia está a crescer e isso é bom. Mas também é verdade que não está a crescer como devia, alias, não está a crescer como o país precisa que cresça”.
No entender da deputada, Portugal está muito aquém do crescimento verificado na média dos países europeus e isso é muito mau. “Não podemos crescer apenas à boleia do crescimento dos demais países da europa e com base em consumo interno. O Estado tem de ser mais ambicioso e criar as condições para que o crescimento económico acelere, designadamente com mais investimento. O Governo anda deslumbrado com o crescimento económico e este é tão só o terceiro pior crescimento da europa. Não pode ser: a nossa economia tem de crescer mais, pois só assim ficam criadas as condições para melhores condições de vida, para mais e melhores empregos e para mais melhores rendimentos”.
Depois de deixar bem vincado que o aumento do salário mínimo nacional é uma matéria que deve ser decidida em sede de concertação social, a social-democrata centrou o debate na seriedade que o tema exige e na verdade dos factos. “É que, numa tentativa de fugir às responsabilidades, assistimos aqui a um jogo de faz de conta por parte do PCP. O PCP: vou fazer de conta que sou oposição e culpo o Governo PSD/CDS de todos os males do país. Vou fazer de conta que sou oposição e proponho um aumento de salário mínimo que o meu governo já tem dito que não aceita. Mas vamos à verdade: os senhores não são oposição, os senhores são governo há 3 anos”.

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