“Só fala constantemente do passado quem tem medo do presente e de assumir as responsabilidades da sua ação do dia-a-dia”. Foi com estas palavras que Cristóvão Simão Ribeiro iniciou a sua intervenção, esta sexta-feira, no debate agendado pelo PSD sobre “a qualidade da resposta dos serviços públicos”. De seguida, o deputado repudiou a acusação dos bloquistas de que este debate foi uma “mixórdia de temáticas”. Para o deputado, chamar “mixórdia de temáticas” a um conjunto de situações gravíssimas que Portugal enfrenta “devia ser, no mínimo, motivo de decoro. Chamar à degradação dos serviços públicos mixórdia de temáticas, é chamar «mixordeiros» aos portugueses e isso não lhe posso consentir. Mixórdia, se quiser, é a situação governativa por vocês encontrada, que mistura leninistas, comunistas, estalinistas, socialistas e uns quantos mais especialistas em vender contos de fadas aos portugueses”. Lembrando que estamos a entrar da quarta sessão legislativa, o social-democrata confrontou, de seguida, os partidos da esquerda com notícias que falam em cativações, atrasos no pagamento das pensões, serviços públicos na penúria, caos no sector dos transportes e problemas na saúde. A propósito dos problemas na saúde, Simão Ribeiro fez um diagnóstico à saúde do Governo e à forma como o Governo tem tratado da saúde dos portugueses. “E quais são os sintomas à vista de todos? Aumento do número de queixas dos doentes, demissões de responsáveis hospitalares, greves recorrentes de enfermeiros, médicos e outros profissionais do serviço nacional de saúde, estagnação da reforma dos cuidados de saúde primários, crescimento das redes de cuidados paliativos irrisório, estagnação da reforma dos cuidados de saúde primários, quota de mercado dos medicamentos genéricos congelada, dívida total do SNS a subir, aumento do tempo de espera em consultas de 115 para 121 dias, aumento do número de utentes em espera para cirurgia em 14 mil, hospitais sem dinheiro para pagar as horas extras”. Para Simão Ribeiro, mais do que os números e o estado do SNS, o que está em causa é a saúde dos portugueses e a falta de decoro da esquerda ao não assumir as suas responsabilidades.
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