
Os deputados do PSD eleitos por Aveiro vão promover as medidas legislativas possíveis para desencadear o processo de reabilitação ou reconstrução do posto da GNR de Oliveira do Bairro. Os deputados aveirenses visitaram, esta segunda-feira, as instalações e constataram a falta de dignidade a que os militares são sujeitos para desenvolver o seu trabalho.
O quartel é de 1978, tendo estado demasiado tempo apenas com a estrutura construída, o que lhe provocou danos estruturais, apresentando, ainda hoje, patologias que só com muito dinheiro poderão ser debeladas. Numa visita guiada pelo comandante do destacamento de Anadia – a que este posto está agregado – facilmente se constatou que, além dos referidos problemas, o quartel foi mal concebido, revelando-se nada funcional, com espaços exíguos e sem condições mínimas.
“As condições que encontrámos são inauditas. É impossível desenvolver um trabalho com dignidade, pelo que os militares são uns heróis, por irem contornando as dificuldades”, comentou António Topa, coordenador dos deputados do PSD/Aveiro, no final de uma visita que incluiu os deputados Amadeu Albergaria, Bruno Coimbra, Helga Correia, Susana Lamas, Rui Cruz, e dois vereadores da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, eleitos pelo PSD.
O deputado aveirense prometeu “levantar a questão no sítio certo, usando todas as iniciativas parlamentares disponíveis”, considerando que, “além das condições estruturais, o edifício foi mal concebido, sendo impressionante a falta de funcionalidade”.
No final da visita, António Topa admitiu, mesmo, que, em função do que viu, “valeria a pena equacionar-se a possibilidade de construir um edifício de raiz”, que, na sua opinião, “não deveria custar muito mais dinheiro do que recuperar um edifício em tão mau estado e tão pouco funcional para os fins a que se destina”.
O posto da GNR de Oliveira do Bairro lida com um nível de criminalidade considerado alto e, dado que cobre uma área fortemente industrializada, é o crime contra o património que surge à frente. Servindo cerca de 20.000 habitantes, é considerando um dos maiores do distrito de Aveiro, tendo a seu cargo cerca de 100 inquéritos em curso.
Para além das deficiências estruturais, uma visita rápida às instalações permite, por exemplo, mostrar a inexistência de uma sala de apoio à vítima, corredores e espaços exíguos, acessibilidades por cumprir ou mobiliário obsoleto. A provar a deficiente conceção do edifício, está a falta de condições legais das celas, o que implica que os detidos sejam deslocados para Sangalhos ou Aveiro.
Outra das deficiências graves é o nível de infiltrações de água que o edifício apresenta, incluindo nas camaratas. Em alguns momentos, o facto faz disparar o quadro elétrico, deixando o posto sem comunicações.