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“Temos hoje a precariedade mais elevada dos últimos 15 anos”
Carla Barros considera que o processo de regularização dos precários na administração pública revela que a esquerda está mais preocupada em proteger o governo que os trabalhadores.
Carla Barros denunciou o caos, a confusão, as aberrações técnicas e jurídicas e a gigante frustração que paira nos trabalhadores precários na administração pública. No debate sobre os atrasos na implementação do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), agendado pelos bloquistas, a parlamentar começou por frisar que “PS, BE e PCP perderam há muito a noção do real”. Segundo a parlamentar, em face do que está acontecer com este Programa, seria de esperar que “assistíssemos hoje ao fim desta duplicidade do Bloco de Esquerda, nesta espécie de faz de conta que defende os trabalhadores, mas afinal defende e protege a todo o custo o governo, mesmo contra os próprios trabalhadores. Bloco de Esquerda e Partido Comunista têm de assumir as suas responsabilidades. Se os senhores quiserem mostrar coragem e responsabilidade, devem demitir-se deste jogo, devem demitir-se desta responsabilidade de serem a muleta do governo”.
No entender da social-democrata “a controvérsia, a encenação, a falta de clareza e de transparência em torno deste processo de integração de trabalhadores com vínculos precários no Estado é muito grave”. Muito grave, refere, por deixar em suspenso projetos de vida dos trabalhadores e das suas famílias que até hoje aguardam a prometida integração. “Começaram por incendiar expectativas a 112 mil trabalhadores, reduziram-nas, mas hoje essas expectativas ainda são mantidas em 31.957 trabalhadores que apresentaram requerimento para integração. Alguns trabalhadores ainda se mantêm no posto de trabalho, outros aguardam em casa e outros foram despedidos. É grave a atuação de um governo que diz querer integrar mas depois despede. É muito grave a atuação de um governo que anuncia um plano de combate à precariedade mas afinal aumenta a precariedade. Vejam o Estudo do Observatório das Desigualdades que refere que temos hoje a precariedade mais elevada dos últimos 15 anos. É grave, é muito grave, o país ter um Primeiro-Ministro que em todos os debates quinzenais, sob a ameaça da Deputada Catarina Martins e do Deputado Jerónimo de Sousa, continua a prometer a integração a cada um dos 31.957 trabalhadores que apresentaram requerimento, sem nunca se ter referido aos impactos orçamentais nas contas públicas”.
Recordando que nem mesmo perante a falsa acusação de que o PSD era contra a integração dos trabalhadores precários os sociais-democratas recuaram na sua posição de alertar para impacto orçamental desta operação, Carla Barros declarou que “hoje os trabalhadores têm a prova de que os nossos alertas faziam sentido. O governo fez imperar a falta de clareza, a falta de objetividade e a falta de transparência, em toda a linha do processo”. Prova das falhas do governo, adianta a deputada, foi conhecida ainda esta semana quando diversos profissionais de saúde no norte do país foram despedidos e para essas funções foram contratados novos profissionais. “A estratégia do governo sabem qual foi? Foi reduzir a precariedade despedindo, pois os recém-admitidos, para já, ainda não têm tempo suficiente para serem contabilizados nos números dos precários deste governo”.
Sublinhando que a atual solução de governo não está a trabalhar para os portugueses, Carla Barros deu a garantia de que os portugueses podem contar com o PSD.

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