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Despedimento de enfermeiros do Hospital Gaia/Espinho prejudica os doentes do SNS e é um insulto para os profissionais
Luís Vales afirmou que o despedimento destes profissionais menos de um mês depois de terem sido contratados “é uma vergonha”.
O Parlamento apreciou, esta quinta-feira, iniciativas do Bloco de Esquerda e Partido Comunista, dirigidas à contratação de profissionais de saúde para o Serviço Nacional de Saúde. Segundo Luís Vales, as iniciativas referem-se à recomendação para que o Governo contrate de forma definitiva os profissionais de saúde contratados ao abrigo do Plano de Contingência da Gripe, contratando também os profissionais de saúde em falta no SNS. “A iniciativa do Bloco é mais suave porque se limita a recomendar. Já a do PCP exibe maior dureza porque pretende legislar uma realidade que o Governo tem deixado andar”.
No que respeita à posição do PSD, o deputado enfatizou que os sociais-democratas concordam, de um modo geral, com as preocupações que os seus autores dizem ter. “Tanto assim é que, no que se refere à contratação dos profissionais no âmbito do Plano de Contingência da Gripe, ainda ontem apresentámos uma Pergunta ao Governo, na qual exigimos a reversão do escandaloso despedimento de um conjunto de enfermeiros que foram contratados pelo Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, há apenas um mês. Este despedimento é, não só uma vergonha, porque prejudica os doentes do Serviço Nacional de Saúde, como um insulto para os profissionais despedidos menos de um mês depois de terem sido contratados, porque se está a brincar com as suas vidas e a ofender a sua dignidade de cidadãos e profissionais”.
De igual modo, adianta deputado, a contratação dos médicos recém-especialistas também merece o acordo dos sociais-democratas e essa foi sempre uma preocupação dos anteriores Governos do PSD, que abriram sempre todos os concursos possíveis, sendo bom lembrar que os mesmos muitas vezes não eram totalmente preenchidos.
Contudo, Luís Vales não deixou passar em claro o facto de, tanto o Bloco como o PCP, denunciarem a existência, e cito, “um significativo défice de profissionais” no SNS e, ao mesmo tempo, aprovarem os orçamentos do Estado e as políticas do Governo que conduzem a esse mesmo défice de profissionais. “Por um lado são solidários com a atual política de desinvestimento do vosso Governo no Serviço Nacional de Saúde. Mas, por outro lado, continuam a fingir junto dos profissionais e das populações que se preocupam e defendem os seus interesses, fazendo conferências de imprensa para os enganar à porta dos hospitais e dos centros de saúde”.
“O PSD não atua assim. Se defendemos os direitos dos profissionais, fazemo-lo por imperativo político e não por conveniência partidária. Foi aliás isso que fizemos na anterior Legislatura, razão pela qual estamos mesmo muito à vontade nesta discussão. Para dar só alguns exemplos, os Governos liderados pelo PSD contrataram para o SNS, entre 2012 e 2015, quase sete mil médicos e mais de 4500 enfermeiros, o que significou mais de 10 mil novas contratações desses profissionais de saúde para o setor público. Só em 2015 foram admitidos no SNS mais de 1400 médicos e 1800 enfermeiros”.
A terminar, Luís Vales frisou que “não há desculpa para o Governo não contratar os profissionais de saúde em falta no SNS”, adiantando que “há ainda menos desculpa há para contratar enfermeiros e despedi-los menos de um mês depois de os ter contratado. Este comportamento roça a falta de vergonha e, é preciso dizê-lo, são tão culpados aqueles que despedem um mês depois de contratar como os que são cúmplices dessas práticas que também degradam o Serviço Nacional de Saúde”.

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