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Valorização do conhecimento: Portugal tem de assumir uma posição visionária
Margarida Mano refere que ao colocar na agenda parlamentar este tema, o PSD luta por um modelo de desenvolvimento que acarinhando o “Made in Portugal” ambiciona o “Invented in Portugal”.
“O conhecimento é a base do desenvolvimento moderno. Criar valor a partir do conhecimento significa melhores condições de vida para a população atual e para as gerações futuras. Criar valor a partir do conhecimento significa acrescentar competitividade na economia. Criar valor a partir do conhecimento significa desenvolvimento para Portugal”. Estas foram as palavras iniciais de Margarida Mano, numa declaração política subordinada à valorização do conhecimento.
De seguida, a Vice-Presidente da bancada do PSD sublinhou a importância de Portugal alterar o seu paradigma e de dinamizar o crescimento apático da inovação. Para tal, adianta a deputada, o PSD apresentou seis iniciativas legislativas relativas ao “Conhecimento e Criação de Valor” e está neste momento a realizar um roteiro, em diferentes distritos do país, por instituições de ensino superior, instituições de interface, outras entidades públicas e empresas. “Há no ecossistema de inovação nacional exemplos que nos devem deixar orgulhosos do caminho percorrido. Exemplos de processos colaborativos extraordinários de co-criação, entre a academia e o setor empresarial, que trazem para Portugal, investimento, emprego qualificado, conhecimento e riqueza. Exemplos que nos fazem acreditar no caminho que sempre temos defendido”, afirmou.
Sublinhando que este roteiro tem reforçado a relevância, mérito e a necessidade das propostas apresentadas pelo PSD no que toca à valorização do conhecimento, a deputada adiantou que os deputados sociais-democratas têm encontrado eco relativamente ao que propuseram sobre propriedade industrial, emprego de doutorados, carreira docente e aproximação entre academia e economia. “O reduzido número de doutorados no setor privado ou a insuficiente relevância dada à propriedade industrial são simultaneamente sinais de que as empresas ainda não têm a capacidade de valorização de I&D e inovação que o futuro requer, mas são também desafios para o qual as lideranças do Sistema Científico e Tecnológico Nacional estão despertas. Infelizmente o contacto direto com os atores do desenvolvimento revela e confirma também a ausência de uma ação governativa orientada para o sucesso da valorização do conhecimento, quer ao nível da Ciência e do Ensino Superior, quer ao nível do Planeamento, quer ao nível da Economia. Revela a preocupação com o desinvestimento no Ensino Superior e na Ciência. Revela que apesar das sucessivas e sempre adiadas garantias o governo continua sem disponibilizar as verbas devidas às instituições de ensino superior relativas a 2017. Revela que a FCT também ainda não transferiu ou contratualizou as verbas do emprego científico, para as instituições, impossibilitando em muitos casos a concretização da abertura de concursos. Mas revela também que ao nível do Planeamento e das Regiões nos deparamos com os problemas decorrentes da política de excessivo centralismo na gestão de fundos que tem caracterizado este Governo”.
Contudo, apesar desta realidade, Margarida Mano garantiu que o PSD não se acomoda e sabe que para assegurar o desenvolvimento do País, é absolutamente essencial cimentar a nossa posição cimeira em matérias científicas, tecnológicas e de justiça social. Ao colocar na agenda parlamentar a valorização do conhecimento, o PSD luta por um modelo de desenvolvimento que acarinhando o “Made in Portugal” ambiciona o “Invented in Portugal”. Um modelo de desenvolvimento que incentivando o fazer em Portugal, quer que Portugal seja visto como um país inteligente no Mundo. É da responsabilidade do Governo assegurar que Portugal está preparado”.
“O PSD considera que o Governo não pode desperdiçar o momento. É preciso olhar para este ciclo de forma integrada, desde a investigação fundamental ao desenvolvimento experimental; das necessidades do mercado e da sociedade à criação de novas tecnologias ou soluções. Sobretudo tem de se promover a valorização económica desse mesmo conhecimento, objetivo para onde é essencial saber e querer chamar empresas e empresários, como principais dinamizadores do tecido económico e da produção de riqueza. Portugal tem que assumir, relativamente à valorização do conhecimento, uma posição visionária que assegure o futuro geracional através de claras e sustentáveis vantagens de impacto social e económico e da melhoria de vida das pessoas na sociedade”.
A terminar, Margarida Mano garantiu que “Portugal pode contar com o PSD para construir o futuro. Pena é que não esteja a poder contar com este Governo”, rematou.

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