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“As dívidas do SNS estão a aumentar avassaladoramente”
Ângela Guerra alerta que a prestação de cuidados de saúde aos doentes está a ser posta em causa.
Ângela Guerra interrogou o Primeiro-Ministro sobre o Orçamento destinado ao Ministério da Saúde. No debate do Orçamento do Estado para 2018, a deputada desmontou a argumentação do executivo e afirmou que, feitas as contas, verifica-se que o aumento real do Programa da Saúde será inferior a 80 milhões de euros, sendo que as transferências do Estado para o SNS sofrem uma redução de 51 milhões de euros. Contudo, adianta a parlamentar, se esta diminuição do financiamento para o sector da Saúde é muito grave para os portugueses, “ela não preocupa os seus camaradas da extrema-esquerda, que deverão, pelo terceiro ano consecutivo, aprovar um Orçamento que degrada os cuidados de saúde prestados às pessoas”.
De seguida, a deputada lembrou que a dívida do SNS aos seus fornecedores ultrapassa os 2 mil milhões de euros. “Só a dívida dos hospitais do SNS é de 960 milhões de euros, estando a crescer a um ritmo de quase 60 milhões de euros por mês, ou seja, 2 milhões por dia. A dívida do Ministério da Saúde aos bombeiros, em transporte não urgentes de doentes, excede já os 25 milhões de euros”. Perante este cenário, Ângela Guerra foi perentória no alerta: “todas estas dívidas do SNS estão a aumentar avassaladoramente e é a prestação de cuidados de saúde aos doentes que está ser posta em causa”.
A terminar, a deputada referiu-se às obras no IPO. Segundo a parlamentar o governo liderado pelo PSD deixou uma verba de 5 milhões de euros para a ampliação do IPO de Lisboa, verba que vem sendo bloqueada pelo Ministro das Finanças. “Esta situação do IPO é a prova provada da ineficácia do Ministro da Saúde. Mas o que nos importa não é guerra de cadeiras dentro do governo, o que importa são as mais de 1200 pessoas com cancro que aguardam por uma cirurgia que não chega. “Quando é que o senhor Primeiro-Ministro cumpre com o seu dever de colocar a vida dos doentes à frente das suas opções orçamentais”, questionou.

02-11-2017 Partilhar Recomendar
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