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Cativações do governo levaram o Estado a falhar nas suas funções essenciais
António Leitão Amaro afirmou que, contrariamente ao que era dito pela propaganda da esquerda, em 2016 o governo cativou mil milhões de euros.
“Durante mais de ano e meio cantaram-nos um milagre cativante. A conversa da pagina virada, da alternativa sem sacrifícios, das devoluções sem custos. Mesmo quando os portugueses pagavam por essa mentira na bomba de gasolina e andavam entre a espera e o desespero nos serviços públicos, a propaganda das esquerdas insistia que não havia cortes, nem cativações, nem custos. Mas, como a verdade e o azeite, os cortes e os custos das cativações vêm sempre ao de cima. Os portugueses sentiram-nas nas suas vidas e pagaram nas suas vidas e, infelizmente, até com as suas vidas”. Estas foram as palavras iniciais de António Leitão Amaro no debate de atualidade, marcado pelo PSD, sobre a “falta de Transparência nos cortes de despesa nos serviços públicos”.
De seguida, o Vice-Presidente da bancada do PSD frisou que os portugueses perceberam “que a propaganda é uma peneira que não tapa o sol para sempre”. Recorda o deputado que a entidade que faz a contabilidade do Estado, publicou preto-no-branco que em 2016 foram 1.000 Milhões de cativações, enquanto uma romaria de Ministros vinha ao Parlamento negar cativações.
Perante “cativações escondidas com um enorme rabo de fora”, o parlamentar enfatizou que o PSD não se calará perante esta falta de transparência nos cortes e cativações no investimento público feitos por este Governo com o apoio do PS, BE e PCP. “Não nos podemos calar porque estes cortes afetam a vida das pessoas. Na educação: com escolas fechadas por falta de funcionários ou de obras básicas de manutenção; escolas sem dinheiro para pagar água e luz; Bolseiros de ação social sem receber e escolas profissionais se receber; fugas e fraudes em exames nacionais que o governo fecha os olhos, enquanto incentiva as passagens com cinco e mais negativas. Na saúde: com centenas de cirurgias canceladas, por falta de anestesias ou produtos; doentes tirados temporariamente da lista de espera, para depois voltarem para o fim; ruturas de stocks de medicamentos e materiais de tratamento; falta de equipamentos para quimioterapias; ultrapassagem dos tempos máximos de espera; os profissionais da saúde pela primeira vez juntos a dizer que há uma situação de emergência no sector. Nos Transportes: com as intermináveis filas para os bilhetes que não havia por faltar dinheiro para o papel; as carruagens cortadas ou espaçadas; as mais básicas obras de manutenção de segurança nas infraestruturas rodoviárias que ficam por fazer, apesar de orçamentadas”.
Contudo, lamenta Leitão Amaro nas últimas semanas assistimos ao Estado a falhar na primeira e mais essencial função que as pessoas esperam: a sua segurança e proteção. “O colapso do sistema de proteção civil resultou na maior tragédia humana nos incêndios de Pedrógão Grande. Um colapso no sistema de defesa, resultou no maior e gravíssimo roubo de armas perigosas dos paióis do exército”.
Dirigindo-se à maioria de esquerda, o parlamentar afirmou que estes partidos escusam de continuar a “provar a nova lei da física de que, aconteça o que acontecer, a culpa é sempre do governo anterior”. “Os senhores governam há quase dois anos, foi convosco que as cativações permanentes foram os mais altos de que há memória, foi convosco que o investimento público teve a maior redução em democracia. Mas não são apenas os cortes, é também a vossa má gestão nas funções como a segurança e defesa, o descontrolo e degradação da autoridade, descoordenação, comando da Proteção Civil mudados a meses do início da época de combate para satisfazer alguns amigos, ministros desorientados e o Primeiro-Ministro desaparecido”.
A terminar, Leitão Amaro foi perentório dizer que “há cortes, o Estado falha e as pessoas sofrem. Está na Conta Gera do Estado mil milhões de cativações: 225 milhões nas funções sociais, dos quais 44 na educação e 84Milhões na saúde, 300 milhões nos transportes e comunicações, 82 milhões na defesa, 50 milhões na segurança pública. O senhor Ministro pode abanar a cabeça, mas os números fala contra a sua propaganda. E não venham dizer que fizeram cativações aumentaram a despesa pública naqueles serviços. Em 2016 a despesa em defesa foi cortada em 20 milhões e a segurança em 15. Portanto há cortes em todas aquelas áreas”.

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