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Sandra Pereira acusa PCP e BE de apresentarem iniciativas que são “um logro para os trabalhadores”
No debate sobre precariedade laboral, a deputada afirmou que estes partidos estão a fazer uma “encenação política”.
No debate de várias iniciativas legislativas referentes à precariedade laboral e ao reforço dos direitos dos direitos dos trabalhadores, Sandra Pereira considerou que esta discussão não pode ser feita à margem da concertação social. “Este debate encerra uma causa tão maior para o nosso País que não pode viver aprisionado a conceitos ideológicos de partidos que vivem do protesto e da permanente tensão social. O PSD valoriza a concertação social como um espaço de diálogo e tranquilidade social, um espaço de cooperação e compromisso entre os parceiros sociais capaz de assegurar o progresso e o desenvolvimento”.
De seguida, a deputada lembrou que nesta sessão legislativa já vamos com inúmeros debates sobre este tema e já deram entrada um número sem conta de iniciativas legislativas todas elas com o objetivo de combater a precariedade, reforçar direitos e reverter a reforma laboral. Contudo, adianta a parlamentar, “o que se tem aqui passado é um logro, é um logro para o país, e é um logro para os trabalhadores, porque não há consequências. É só retórica. O que aqui se tem passado é uma encenação política, uma encenação política protagonizada pela competição oportunista entre o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista que disputam o mesmo eleitorado e disputam a paternidade do tema”.
“São os partidos que sustentam o Governo que aqui vêm sistematicamente pressionar alterações à legislação laboral fazendo do parlamento a caixa de ressonância das posições conjuntas que negociaram, enquanto o Governo, esse Governo que apoiam, anda a lourear-se com os resultados obtidos com a descida do desemprego consequência da legislação laboral vigente que é fruto da reforma laboral que o anterior Governo do PSD/CDS corajosamente empreendeu. Reforma que o PS, sempre, sempre criticou, de forma leviana até, uma vez que constituía compromissos oriundos da aplicação do memorando de entendimento, aos quais o PS também estava obrigado. Mas, se por mais não fosse, constituía compromissos para assegurar a solvabilidade do País, a solvabilidade do país que o PS deixou em falência”.
Dirigindo-se às bancadas da esquerda, Sandra Pereira lembrou que o desemprego em Portugal iniciou uma trajetória descendente desde 2013. “A taxa de desemprego caiu de 17% em 2013, para os 11% em 2015. Entre 2014 e 2016 a população empregada aumentou em cerca de 176 mil trabalhadores. Em 2016 a população empregada representou 32% deste valor, o que significa que cerca de 70% do emprego criado nos últimos dois anos foi gerado até 2015. Relativamente à população desempregada decaímos no total 282 mil pessoas, sendo que em 2016 houve o contributo de 26% da baixa de desemprego, ou seja, o desemprego caiu quase 75% do total só entre 2014 e 2015. Quer isto dizer que foi no anterior governo que, quer a queda do desemprego, quer o aumento do emprego, se verificaram de forma mais acentuada. E quer isto dizer que tal se deve à Reforma Laboral”.
A terminar, Sandra Pereira desafiou o PS a anunciar qual vai sei a posição que vai assumir na votação.

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