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Passos Coelho acusa o PS de lidar mal com entidades independentes
O líder do PSD recordou a velha máxima socialista de que “quem se mete com o PS leva”.
Pedro Passos Coelho assinalou, esta quarta-feira, as contradições do governo em matéria défice. No debate quinzenal com o Primeiro-Ministro, o líder do PSD recordou que contrariamente ao que António Costa havia prometido, só a queda do investimento público permitiu ao governo atingir a meta de défice orçamental. “Uma das principais variáveis de ajustamento orçamental foi não o que tinha dito que seria no orçamento que apresentou, mas a queda do investimento público. E aqui, senhor Primeiro-Ministro, a contradição da sua parte é total, pois o senhor era o que vinha dizer publicamente que isto de dizer que a economia havia de crescer sacrificando o investimento público não podia estar certo, era uma coisa que não se podia conceber. Afinal foi isso que o senhor Primeiro-Ministro pôs em prática”.
No ponto de vista do social-democrata, o défice de 2% não de deve à estratégia orçamental proposta pelo governo, mas sim “às cativações e ao corte do investimento público brutal que é aquilo que o governo tenciona fazer nos próximos anos para atingir as suas metas”.
De seguida o líder do PSD questionou António Costa, repetidas vezes, sobre as razões da não nomeação de dois elementos para o Conselho de Finanças Públicas (CFP), acusando o PS de “lidar mal com as entidades independentes”. Sublinhando que com esta atitude o governo está a faltar a um compromisso que foi assumido por um governo do PS com o PSD, Passos Coelho referiu que a provável razão para esta atitude do governo assenta no facto de o CFP ser uma das instituições a “desmascarar a aritmética impossível da sua execução orçamental”. “Nós sabemos, desde Jorge Coelho, que quem se mete com o PS leva e quem se mete com o governo leva. Leva se estiver no Banco de Portugal, onde ainda há nomeações por fazer para a Administração, no CFP onde ainda há nomeações por fazer. O PS lida mal com as instituições independentes e agora sabemos também que lida mal com o Parlamento, a quem não entende dever explicações”.

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