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Luís Montenegro acusa o governo de colocar em causa o mercado do arrendamento
No debate quinzenal com o Primeiro-Ministro, o social-democrata destacou ainda as “entradas de leão e saídas de ratinho” do Governo em relação a Dijsselbloem.
O PSD levou ao debate com o Primeiro-Ministro as alterações feitas pela geringonça à lei das rendas. Na sua intervenção, Luís Montenegro quis saber qual o objetivo do Governo com mais esta reversão, que não protege os senhorios mais pobres e duplica o prazo para a passagem do mercado livre as rendas mais antigas sempre que os inquilinos tenham dificuldades económicas, mais de 65 anos ou 60% de deficiência.
No entender do líder parlamentar do PSD as mudanças legislativas aprovadas pela esquerda vão ter como consequências “a diminuição da atividade de reabilitação, a diminuição da oferta de casas para arrendamento e o aumento das rendas”. Sublinhando que esta mudança na lei “está a gerar desconfiança no mercado de arrendamento”, uma vez que o aumento da proteção dos inquilinos não foi acompanhada da aprovação do subsídio para os senhorios mais pobres, o social-democrata questionou a António Costa o que pretende o governo com este retrocesso.
De seguida, Luís Montenegro acusou o governo de “entradas de leão e saídas de ratinho” com Dijsselbloem. No entender do líder da “bancada laranja” o Governo de teve “entradas de leão” a pedir a demissão do presidente do Eurogrupo e “saídas de ratinho” por não ter pedido a demissão na última reunião de Ministros das Finanças, em Malta. “Em Portugal, fala como um leão, a pedir a demissão e a cabeça de Dijsselbloem, mas, nas reuniões europeias, essas entradas de leão são substituídas por saídas de ratinho”. Para o social-democrata assistimos a uma “encenação” do Secretário de Estado das Finanças na reunião do Eurogrupo, que se traduziu num “momento ridículo”.
A terminar, Luís Montenegro confrontou António Costa com o veículo para o crédito malparado. “O senhor já disse que estava a ultimar uma solução, depois já disse que estava a trabalhar intensamente numa solução e depois já disse que havia um calendário para as reuniões. Quantas reuniões é que já houve sobre este assunto? Qual foi o resultado dessas reuniões? Qual o calendário que vamos seguir? É mesmo caso para dizer que, um ano depois, o crédito continua malparado, mas o governo está cada vez mais bem-parado. Isto é só conversa, é preciso dizer ao país qual é de facto a conversa que o senhor preconiza”, rematou o parlamentar.

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