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Em 2015 o desemprego não tem parado de descer e o emprego não tem parado de subir
Apesar destes dados positivos, Adão Silva lamentou que a nova liderança do PS aposte numa cultura marcada pelo tremendismo e pelo negativismo.

“A vida, tal como o Instituto Nacional de Estatística (INE), não para de nos surpreender. Duas caixinhas de surpresa. Que o diga o Partido Socialista, que, inebriado com a taxa de desemprego referente ao mês de fevereiro, publicado pelo INE, exclamou que se tratava de um «doloroso desmentido e alerta sério ao Governo». Depois, nesta ansiedade de narrar maldades e exacerbar cataclismos, apressou-se a marcar este debate de urgência. Que fique, desde já, uma coisa clara: este debate de urgência é filho desta nova cultura da nova liderança do PS: uma cultura marcada pelo tremendismo, pelo negativismo, que nada constrói, mas tudo corrói”. Estas foram as palavras iniciais de Adão Silva no debate de urgência, requerido pelo PS, sobre a situação laboral, emprego e desemprego.

De seguida, o Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD enfatizou que para desconsolo do PS, o INE é mesmo uma caixinha de surpresas. Nos números de março, recorda, corrige-se o número de fevereiro que deixou de ser 14,1% para ser 13,6%. “E, agora, a novidade para o PS: desde o princípio de 2015, o desemprego não tem parado de descer e o emprego não tem parado de subir tanto mês após mês, como em comparação com o ano passado. Estamos todos à espera dos parabéns do PS: o Governo, os empresários, os Portugueses em geral. Impõe-se então a pergunta: quem tramou o PS nesta jogada? Foi o Instituto Nacional de Estatística? Foram as empresas que agarraram as oportunidades e têm estado a criar emprego? Foram os Portugueses, em geral, que têm lutado abnegadamente pela sua inclusão e sucesso profissional? Foi o Governo que tem promovido todas as condições possíveis para que os Portugueses reganhem confiança e esperança? Não, quem tramou o PS foi o PS, foi a sua imprudência, essa vontade indómita de ir com toda a sede ao pote”.

Apesar desta recuperação, o social-democrata frisou que este Governo e esta maioria sabem bem que, apesar dos sucessos que Portugal está a registar no combate ao desemprego e na promoção do emprego, há ainda muitos Portugueses que reclamam uma oportunidade para se realizarem social e profissionalmente.

Sublinhando que não são admissíveis promessas inconsistentes, que alimentam esperanças vãs, numa dramática repetição do que ocorreu, Adão Silva centrou-se na “Agenda para a década” dos socialistas. Segundo o Vice-Presidente da “bancada laranja” a taxa de desemprego prevista pelo PS para o final de 2015 está acima da que se regista neste momento e, sem explicar como, a taxa de desemprego prevista para 2019 será de 7,4%. “Estamos no domínio do puro milagre e da mais rematada inconsistência que nos faz lembrar as promessas de uma década atrás. Sabemos o que aconteceu durante os dois mandatos de Sócrates: o desemprego passou de 7,3% no segundo trimestre de 2005, para 12,1% em junho de 2011. Mais 4,8%. Sem qualquer justificação, o emprego vai subir acentuadamente, muito acima daquilo que permite o crescimento previsto para a economia na cartilha socialista. Quantos empregos novos serão criados? Não está quantificado, apenas as percentagens. Mas serão centenas de milhares, talvez bastante acima de 150.00”.

“Nós percebemos que o PS de António Costa não queira quantificar o número de empregos a criar ou melhor a recuperar, para usar um verbo com história. É que gato escaldado de água fria tem medo e António Costa, apesar da noticiada quase insolvência financeira do PS, não estará disponível para reciclar e reeditar um cartaz que leva 10 anos, mas continua a ser um exemplo de tudo aquilo que não deve ser feito em política e muito menos em políticas de emprego”, concluiu o social-democrata exibindo o cartaz do PS que prometia recuperar 150 mil postos de trabalho.

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