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“O PS não tem nada para oferecer ao país”
Miguel Santos lembrou a António Costa que para se assumir os destinos de uma nação não basta “mandar uns bitaites”, é preciso assumir compromissos e opções.

No encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2015, Miguel Santos procedeu a uma avaliação sobre o conteúdo apresentado pelos vários grupos parlamentares durante o debate. Segundo o Vice-Presidente da bancada do PSD, da parte do Governo e da maioria “há conhecimento, há informação, há assunção de propostas e há clareza. Os portugueses conhecem a proposta do Governo, conhecem a estratégia e as opções que essa proposta contém, o Governo explicou com pormenor e de forma fundamentada as razões que levam à assunção dessas propostas. Agora cumpre questionar o que tem a oposição, sobretudo do PS, a oferecer ao país, qual o grau de certeza e de rigor que pode apresentar, qual o desafogo financeiro e quais os compromissos possíveis e adequados que o PS está disponível para oferecer”.

“O nosso caminho é conhecido, hoje mesmo foram divulgados dados do Eurostat que comprovam que existem certezas: a descida da taxa de desemprego de 13,9% para 13,6% é uma descida que está consubstanciada em todos os meses. A taxa de desemprego desce desde fevereiro de 2013, o que implica a criação de postos de trabalho e o encontro de solução profissional para muitos portugueses que se encontravam em situação de desemprego”.

De seguida, o deputado afirmou que falta ao país conhecer quais as linhas estratégicas alternativas, quais as alternativas orientadoras, quais as medidas concretizáveis que o PS tem para apresentar como alternativa à governação de Portugal. “Até este preciso minuto o PS não tem nada para oferecer ao país, duas mãos cheias de nada. À falta da alternativa conhecida, o PS fica entregue à iniciativa pública de alguns deputados que, em troca de 10 minutos de fama na «telinha mágica», estão disponíveis para os maiores impropérios e as mais navegantes teses económicas e financeiras. O PS encosta-se à esquerda-radical, à extrema-esquerda. Mas o Dr. Costa não se vira para ninguém, não fala com ninguém, não está disponível para nenhum compromisso, mas também não diz ao que vem”.

Contrariamente a esta postura, o social-democrata referiu-se a este Governo metaforicamente. “Este Governo, quando assumiu os destinos da governação, foi como se entrasse para disputar uma segunda mão de uma eliminatória, em que do primeiro jogo já carregava uma goleada para recuperar. E os árbitros, as regras, a estratégia, a tática, estava fortemente comprometida. Aquilo que a este Governo foi pedido, foi que, num curto espaço de tempo, recuperasse longos anos de desvarios, longos anos de desequilíbrios de uma Governação anterior irresponsável”. Contudo, o deputado refere que hoje o PS vota contra o Orçamento para 2015, afirmando que este Orçamento não tem sensibilidade social. “Cabe questionar ao PS, se quando o PS levou o país à bancarrota foi sensível ou foi insensível? Cabe questionar se quando o PS comprometeu o país com um empréstimo forçado de 78 mil milhões de euros foi mais sensível ou menos? Quando o PS se comprometeu a aumentar substancialmente as taxas moderados no acesso à saúde, o PS estava com a sensibilidade mais à flor da pele?”

O Vice-Presidente da bancada do PSD fez, de seguida, uma longa exposição da atuação do Governo em matéria de saúde, considerando este um sector paradigmático da atuação do Executivo.

A terminar, Miguel Santos dirigiu-se à bancada do PS e afirmou que a António Costa “não basta ir à televisão à quinta-feira e «mandar uns bitaites». Uma pessoa que quer assumir os destinos de uma nação tem assumir riscos, compromissos e opções. Os portugueses merecem melhor e o PS consegue fazer bem melhor”.

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