Carlos Peixoto e João Prata querem esclarecimentos sobre as SCUTS A23 e A25
Sociais-democratas eleitos pela Guarda questionam o Ministro das Obras Públicas
Carlos Peixoto e João Prata questionaram o Ministro das Obras Públicas sobre as SCUTS A23 e na A25. Num conjunto de perguntas entregue na Assembleia da República, os sociais-democratas eleitos pela Guarda começam por lamentar o facto de o Ministro estar há mais de quatro meses sem responder aos deputados. Os deputados perguntam ao governante se “já esqueceu que o argumento mais forte para não portajar auto-estradas do interior foi o nível de desenvolvimento económico e social mais baixo que outras regiões do litoral e dos grandes centros do País, se tem noção que no último ano esse fosso não se suavizou, bem pelo contrário e se o Governo está ou não disposto a não taxar nunca os troços da A23 e da A25 que não tenham alternativa transitável por outras vias”.
No documento os parlamentares questionam ainda se o Governo pondera ou não “que o princípio do utilizador pagador, levado ao extremo e aplicado a esta questão na sua total dimensão, provoca desigualdades totalmente inadmissíveis, já que mais não seja porque as populações do interior, utilizando apenas esporadicamente infra-estruturas do litoral ou dos grandes centros, acabam por pagar de igual modo e na mesma proporção os custos ou os prejuízos que essas infra-estruturas causam ao Estado”.
O PSD considera “inaceitável que, quase cinco anos depois de o PS ter assumido responsabilidades governativas”, esta requalificação continue por concretizar.
“Andar de sardinhas em lata antes do COVID-19 era uma questão e desconforto, agora passou a ser uma questão de saúde pública", referem os deputados do PSD.
O PSD pretende saber quando irão “terminar as obras de asfaltamento do IP3” e quando “irá começar a duplicação ou reconversão em autoestrada dessa mesma via, já prometida e anunciada pelo Governo mais que uma vez”.
Hugo Carvalho lamenta que os portugueses estejam a ser expostos a um “espetáculo de contradições” entre o Primeiro-Ministro e o Ministro das Infraestruturas.
Carlos Silva lembra que os transportes públicos na zona da Grande Lisboa ” já estavam em rutura antes da pandemia e, neste momento, as coisas estão verdadeiramente más.”